{"id":368,"date":"2023-08-27T16:51:52","date_gmt":"2023-08-27T19:51:52","guid":{"rendered":"http:\/\/docentes.ifg.edu.br\/danielordine\/?p=368"},"modified":"2023-08-28T12:03:16","modified_gmt":"2023-08-28T15:03:16","slug":"materia-e-antimateria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/docentes.ifg.edu.br\/danielordine\/materia-e-antimateria\/","title":{"rendered":"Mat\u00e9ria e Antimat\u00e9ria"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Texto escrito por Geisiele Pereira Gomes, estudante do 2\u00ba ano do curso de Biotecnologia integrado ao Ensino M\u00e9dio,\u00a0 como parte de seu projeto de PIBIC-EM, em Junho de 2023.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Quarks, n\u00eautrons, b\u00f3sons, el\u00e9trons, fotinos, basitinos e outras aparentemente inumer\u00e1veis part\u00edculas possuem um universo paralelo de antipart\u00edculas, conhecido como antimat\u00e9ria. Ambas podem nascer juntas, e se aniquilarem logo depois. Mas h\u00e1 uma assimetria de um bilh\u00e3o para um bilh\u00e3o e uma. E foi essa assimetria que permitiu que tudo existisse como \u00e9 hoje. Se n\u00e3o fosse por isso, tudo teria se aniquilado em pares de part\u00edcula-antipart\u00edcula, e todo o universo seria composto por luz e mais nada.\u00a0<!--more--><\/p>\n<p>Carl David Anderson, em 1932, descobriu o antiel\u00e9tron, e desde ent\u00e3o, os f\u00edsicos t\u00eam criado antipart\u00edculas, at\u00e9 que conseguiram formular um \u00e1tomo inteiro. Assim, desde 1996, um grupo de pesquisa da Alemanha tem criado \u00e1tomos de anti-hidrog\u00eanio, onde um antiel\u00e9tron orbita um antipr\u00f3ton, e isso recebe o nome de anti\u00e1tomo. Para form\u00e1-los, \u00e9 usado um grande acelerador de part\u00edculas, onde \u00e9 colocado uma quantidade de antipr\u00f3tons, assim como de antiel\u00e9trons (ou p\u00f3sitrons), e, com temperatura e densidade adequadas, espera-se que se formem os anti\u00e1tomos.<\/p>\n<p>Pat\u00edculas subat\u00f4micas tem caracter\u00edsticas muito espec\u00edficas, como a carga el\u00e9trica e a massa, que s\u00e3o as mais importantes. A massa da part\u00edcula e da antipart\u00edcula \u00e9 sempre a mesma, por\u00e9m todo o resto \u00e9 sempre precisamente o oposto, sendo todos \u201canti\u201d. Por exemplo o p\u00f3sitron, que tem a mesma carga do el\u00e9tron, mas o el\u00e9tron tem uma unidade de carga negativa e o p\u00f3sitron uma unidade de carga positiva. Do mesmo modo, o antipr\u00f3ton possui a carga oposta ao pr\u00f3ton. E quanto ao n\u00eautron, sim, ele cont\u00e9m seu equivalente em antimat\u00e9ria. Os tr\u00eas quarks que o formam tem cargas de -1\/3, -1\/3 e +2\/3, o que resulta em uma carga final neutra, e j\u00e1 o antipr\u00f3ton tem cargas de +1\/3, +1\/3 e -2\/3, que tamb\u00e9m resulta em uma carga final neutra, mas ainda assim, sendo o oposto da mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Depois que se possui part\u00edculas de antimat\u00e9ria, o maior problema \u00e9 armazen\u00e1-la, j\u00e1 que os anti\u00e1tomos tem um comportamento diferente dos \u00e1tomos, e n\u00e3o ricocheteiam normalmente numa parede magn\u00e9tica. A melhor estrat\u00e9gia seria manter os p\u00f3sitrons e antipr\u00f3tons em caixas (ou outro objeto) magn\u00e9ticas separadas, at\u00e9 que precisasse junt\u00e1-los, j\u00e1 que se uma part\u00edcula e uma antipart\u00edcula colidem, elas se aniquilam. Al\u00e9m de tudo isso, h\u00e1 a quest\u00e3o da dificuldade de manter esses \u00e1tomos existindo, j\u00e1 que assim que surgem, colidem com mat\u00e9ria e ambos se aniquilam.<\/p>\n<p>Durante o estudo desses anti\u00e1tomos, surge algumas d\u00favidas que acabam formulando uma teoria, j\u00e1 que sempre se esperou que as antipart\u00edculas se comportassem sempre como uma part\u00edcula comum quando exposta \u00e0 for\u00e7a da gravidade. A reflex\u00e3o \u00e9 se o anti\u00e1tomo poderia produzir antigravidade, que repele, ao inv\u00e9s de gravidae que atrai. Mas para testar essa suposta antigravidade deve-se superar uma dificuldade imensa, que \u00e9 a de que \u00e9 preciso anti\u00e1tomos suficientes para produzir objetos de tamanho comum, e comparar suas propriedades com objetos feitos de mat\u00e9ria comum. Mas como j\u00e1 se sabe, haveria naturalmente a aniquila\u00e7\u00e3o de algumas coisas.<\/p>\n<p>Dito tudo isso, \u00e9 v\u00e1lido despertar algumas reflex\u00f5es, como se os antiplanetas orbitariam antiestrelas assim como planetas comuns orbitam estrelas comum, pois a f\u00edsica moderna presume que a antimat\u00e9ria se comporta de forma id\u00eantica \u00e0 mat\u00e9ria. Isso significa que se uma antigal\u00e1xia estivesse se dirigindo rumo \u00e0 via l\u00e1ctea, continuaria indistingu\u00edvel at\u00e9 que se come\u00e7asse a aniquila\u00e7\u00e3o de ambas. Mas essa aniquila\u00e7\u00e3o em massa n\u00e3o precisa ser uma grande preocupa\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia convincente (como a gigantesca quantidade de f\u00f3tons de luz que \u00e9 produzido por essas aniquila\u00e7\u00f5es) de que isso tenha acontecido em algum momento al\u00e9m dos primeiros minutos do universo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fontes (livros): \u201cAstrof\u00edsica para Apressados\u201d e \u201cOrigens: Catorze bilh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o c\u00f3smica\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto escrito por Geisiele Pereira Gomes, estudante do 2\u00ba ano do curso de Biotecnologia integrado ao Ensino M\u00e9dio,\u00a0 como parte de seu projeto de PIBIC-EM, em Junho de 2023. Quarks, n\u00eautrons, b\u00f3sons, el\u00e9trons, fotinos, basitinos e outras aparentemente inumer\u00e1veis part\u00edculas possuem um universo paralelo de antipart\u00edculas, conhecido como antimat\u00e9ria. 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